Óia só o véio
À sombra da sequóia
Comendo uma geléia
Fazendo sinal de jóia
Porque melhorou da diarréia
keigiro tentando escrever
ficção baseada em fatos reais, poemas ruins, mentiras e histórias mal contadas.
Friday, March 16, 2012
Saturday, April 09, 2011
7 VIDAS
Não sei você, mas eu acredito que temos muitas vidas. Somos pessoas diferentes, temos objetivos, costumes e até companhias diferentes em cada fase da nossa vida.
Quando um ciclo termina, é natural que fiquemos tristes.
Ao mesmo tempo, fico muito curioso, pensando como será essa vida toda nova que vem pela frente.
Não sei você, mas eu acredito que temos muitas vidas. Somos pessoas diferentes, temos objetivos, costumes e até companhias diferentes em cada fase da nossa vida.
Quando um ciclo termina, é natural que fiquemos tristes.
Ao mesmo tempo, fico muito curioso, pensando como será essa vida toda nova que vem pela frente.
Friday, October 15, 2010
Wednesday, December 23, 2009
Tuesday, December 22, 2009
4 HORAS, 40 GRAUS.
Aquela noite fazia um calor insuportável.
Acordei por causa do calor, todo suado. Só quem gosta desse calorão é mosquito mesmo. Parece que resolvem sair da hibernação.
Levantei, fui ao banheiro e aproveitei para tomar uma água bem gelada. O chão de azulejo estava quente, e o calor era tanto que nem a água tinha gelado direito.
Merda.
Olhei pro relógio do microondas, 4 da manhã.
Acordei 4 horas mais cedo do que devia.
Meio sonâmbulo, entendi que eram 4 anos mais cedo do que devia.
Naquele momento, para mim, era dezembro de 2005.
Fiquei com a sensação de que tinha tomado uma água velha, de 4 anos atrás.
Dormi de novo.
Acordei às oito e fui à cozinha tomar café. Encontrei a geladeira vazia e a lata de lixo cheia de frios, iogurtes, leite e carnes.
Tudo com a data de vencimento de 2009, e não 2005.
Aquela noite fazia um calor insuportável.
Acordei por causa do calor, todo suado. Só quem gosta desse calorão é mosquito mesmo. Parece que resolvem sair da hibernação.
Levantei, fui ao banheiro e aproveitei para tomar uma água bem gelada. O chão de azulejo estava quente, e o calor era tanto que nem a água tinha gelado direito.
Merda.
Olhei pro relógio do microondas, 4 da manhã.
Acordei 4 horas mais cedo do que devia.
Meio sonâmbulo, entendi que eram 4 anos mais cedo do que devia.
Naquele momento, para mim, era dezembro de 2005.
Fiquei com a sensação de que tinha tomado uma água velha, de 4 anos atrás.
Dormi de novo.
Acordei às oito e fui à cozinha tomar café. Encontrei a geladeira vazia e a lata de lixo cheia de frios, iogurtes, leite e carnes.
Tudo com a data de vencimento de 2009, e não 2005.
Depois de Muito tempo sem postar nada por aqui, volto com um conto que estava com a ideia há horas guardada na gaveta. Vou tentar escrever mais contos. É um bom exercicio para aprender a contar histórias com inicio, meio e fim.
Tio Hélio.
- Pai, quem é esse aqui fazendo careta?
- Esse aí é o Tio Hélio.
- Ele é irmão de quem?
- Ele ERA meu irmão.
- Olha, ele tá fazendo careta de novo nessa foto!
- É, filho. Ele era muito palhaço.
- Que pena, não conheci ele.
- É, uma pena.
- Mas pai, porque o nome dele não começava com V, como toda a família? Vanderlei, Valdir, Vilson...
- Ã...na verdade o nome dele era Valdecir.
- Valdecir?
- É que ele morreu por causa do Hélio.
- Mas quem era o Hélio? Um assassino? Um namorado? Ele era gay?
- Não, Hélio é aquele gás de encher balão. Um dia ele tava fazendo uma palhaçada, respirando gás Hélio pra falar fino. Respirou tanto gás Hélio que ficou sem oxigênio no pulmão.
- E ninguém ajudou ele?
- Não deu. Ele ficava gritando “me ajuda” com aquela voz fina. E a gente ria tanto que nem conseguia ajudar o coitado.
- ...acho que eu também não ia conseguir ajudar.
Tio Hélio.
- Pai, quem é esse aqui fazendo careta?
- Esse aí é o Tio Hélio.
- Ele é irmão de quem?
- Ele ERA meu irmão.
- Olha, ele tá fazendo careta de novo nessa foto!
- É, filho. Ele era muito palhaço.
- Que pena, não conheci ele.
- É, uma pena.
- Mas pai, porque o nome dele não começava com V, como toda a família? Vanderlei, Valdir, Vilson...
- Ã...na verdade o nome dele era Valdecir.
- Valdecir?
- É que ele morreu por causa do Hélio.
- Mas quem era o Hélio? Um assassino? Um namorado? Ele era gay?
- Não, Hélio é aquele gás de encher balão. Um dia ele tava fazendo uma palhaçada, respirando gás Hélio pra falar fino. Respirou tanto gás Hélio que ficou sem oxigênio no pulmão.
- E ninguém ajudou ele?
- Não deu. Ele ficava gritando “me ajuda” com aquela voz fina. E a gente ria tanto que nem conseguia ajudar o coitado.
- ...acho que eu também não ia conseguir ajudar.
Tuesday, June 16, 2009
Monday, April 06, 2009
Wednesday, February 18, 2009
Thursday, February 12, 2009
Tuesday, November 18, 2008
Monday, September 01, 2008
Tuesday, June 10, 2008
Hoje eu tive um sonho péssimo. Sonhei que eu tinha que acordar cedo, depois pegava um trânsito muito maluco, cheio de gente mal-educada para chegar num lugar estranhíssimo onde tinha um monte de gente que passava o dia todo sentado na frente de uns computadores. No final do sonho, deitei a cabeça e voltei pra realidade, onde eu posso voar, viajar pra lugares nunca vistos e conversar com pessoas de outros países, numa língua que eu nem sabia que sabia falar.
Wednesday, May 14, 2008
Monday, May 12, 2008
Friday, May 09, 2008
No ano do centenário, lá em casa a gente comemora os 44 anos de imigração.
Uma gravidez interrompida para poder enfrentar 50 dias no mar, costeando a Ásia, África e, por fim, cruzando o Atlântico. Um país estranho, uma língua estranha e difícil, cheia de regras que nem mesmo os nativos sabiam usar corretamente. A chegada da primeira filha é sua primeira semente plantada em solo brasileiro. As outras, de alface, tomate, repolho e pimentão, a enchente tratou de pôr por água abaixo.
Nova temporada, chega a segunda filha, o trabalho na lavoura é duro e a saudade do missoshiru, enorme. Em uma carta que devia trazer boas novas, a mensagem começa com a palavra “infelizmente”. Era a morte do seu irmão. Vem a terceira filha, tão pequenina que ficava de pé na palma da mão, batizada com o nome que significa 1000 tsurus – a ave símbolo da longevidade no Japão. Sim, a vida no novo país vai ser longa e o caminho, bastante tortuoso. Decidem por plantar tomates. Os pés de tomate crescem rapidamente, absorvendo tudo o que o solo catarinense lhes ofertava de boas-vindas. Mas o céu não foi tão generoso: trouxe a maior geada dos últimos 30 anos.
Na tentativa de combatê-la, fizeram fogueiras durante a noite, queimaram pneus, rezaram. Tudo em vão. O proprietário das terras arrendadas não quis saber de quem era a culpa, embora fosse todinha de São Pedro. Despejou as famílias da propriedade e ordenou que abandonassem suas casas sem levar nada. Então ela vai para a casa do irmão com uma mão na frente e outra atrás. E dois filhos na barriga. Com a ajuda do capataz, conseguiram recuperar seus bens na calada da noite, invadindo o que, até então, eram suas próprias casas.
O sofrimento é muito grande. É preciso mudar de ares. Cruzam o Mampituba para se unirem a outros imigrantes japoneses na colônia de Ivoti, onde nascem os gêmeos. Uma menina e um menino. A menina era forte e mamava muito. O menino, mamava o pouco que lhe restava e ainda assim vomitava quase tudo. Ela jamais imaginaria que, mais tarde, este mesmo menino teria forças para jogar bola 5 vezes por semana. Até porque, quem tem 5 filhos não tem tempo para pensar. Só trabalhar.
Naquela época, iniciava-se o cultivo de uvas de mesa na região, diferentemente dos italianos, que cultivavam uvas para a produção de vinho. Um dia, fazendo “chimia” de uva, ela se descuidou e deixou queimar o fundo da panela. O sabor doce da geléia misturado com o amargo do fundo queimado a fez lembrar de um famoso ingrediente da culinária japonesa: o shoyu. Bastou acrescentar sal para matar as saudades da terrinha. Que banquete!
As 5 crianças iam crescendo e, junto, crescia a preocupação de proporcionar uma boa educação para que todos tivessem um futuro melhor. Não restava outra opção senão juntar as tralhas e fazer a sétima mudança no Brasil. Desta vez, para a cidade. Onde novamente a raspa da panela aparece: nasce totalmente fora dos planos, o sexto filho. O segundo filho homem, registrado com o nome Keigiro que, em japonês, significa “a segunda felicidade”. Essa é apenas uma parte da história da minha mãe. E é por isso que eu respeito muito ela.
Uma gravidez interrompida para poder enfrentar 50 dias no mar, costeando a Ásia, África e, por fim, cruzando o Atlântico. Um país estranho, uma língua estranha e difícil, cheia de regras que nem mesmo os nativos sabiam usar corretamente. A chegada da primeira filha é sua primeira semente plantada em solo brasileiro. As outras, de alface, tomate, repolho e pimentão, a enchente tratou de pôr por água abaixo.Nova temporada, chega a segunda filha, o trabalho na lavoura é duro e a saudade do missoshiru, enorme. Em uma carta que devia trazer boas novas, a mensagem começa com a palavra “infelizmente”. Era a morte do seu irmão. Vem a terceira filha, tão pequenina que ficava de pé na palma da mão, batizada com o nome que significa 1000 tsurus – a ave símbolo da longevidade no Japão. Sim, a vida no novo país vai ser longa e o caminho, bastante tortuoso. Decidem por plantar tomates. Os pés de tomate crescem rapidamente, absorvendo tudo o que o solo catarinense lhes ofertava de boas-vindas. Mas o céu não foi tão generoso: trouxe a maior geada dos últimos 30 anos.
Na tentativa de combatê-la, fizeram fogueiras durante a noite, queimaram pneus, rezaram. Tudo em vão. O proprietário das terras arrendadas não quis saber de quem era a culpa, embora fosse todinha de São Pedro. Despejou as famílias da propriedade e ordenou que abandonassem suas casas sem levar nada. Então ela vai para a casa do irmão com uma mão na frente e outra atrás. E dois filhos na barriga. Com a ajuda do capataz, conseguiram recuperar seus bens na calada da noite, invadindo o que, até então, eram suas próprias casas.
O sofrimento é muito grande. É preciso mudar de ares. Cruzam o Mampituba para se unirem a outros imigrantes japoneses na colônia de Ivoti, onde nascem os gêmeos. Uma menina e um menino. A menina era forte e mamava muito. O menino, mamava o pouco que lhe restava e ainda assim vomitava quase tudo. Ela jamais imaginaria que, mais tarde, este mesmo menino teria forças para jogar bola 5 vezes por semana. Até porque, quem tem 5 filhos não tem tempo para pensar. Só trabalhar.
Naquela época, iniciava-se o cultivo de uvas de mesa na região, diferentemente dos italianos, que cultivavam uvas para a produção de vinho. Um dia, fazendo “chimia” de uva, ela se descuidou e deixou queimar o fundo da panela. O sabor doce da geléia misturado com o amargo do fundo queimado a fez lembrar de um famoso ingrediente da culinária japonesa: o shoyu. Bastou acrescentar sal para matar as saudades da terrinha. Que banquete!
As 5 crianças iam crescendo e, junto, crescia a preocupação de proporcionar uma boa educação para que todos tivessem um futuro melhor. Não restava outra opção senão juntar as tralhas e fazer a sétima mudança no Brasil. Desta vez, para a cidade. Onde novamente a raspa da panela aparece: nasce totalmente fora dos planos, o sexto filho. O segundo filho homem, registrado com o nome Keigiro que, em japonês, significa “a segunda felicidade”. Essa é apenas uma parte da história da minha mãe. E é por isso que eu respeito muito ela.
Monday, March 31, 2008
Depois de 20 dias sem postar,
MEUS PRÓPRIOS PALÍNDROMOS XII
(se vc não sabe o que são palíndromos, leia de trás p/ frente)
IRA? PÔ, EU QUE O PARI!
SÓ DAR A TARADOS
OI, NEGO GÊNIO!
O PADRE HERDA PÓ
O GOLO DO PODÓLOGO
O NENÊ VÊ VENENO
AMAR-TE É TRAMA
A CARTA MATA MATRACA
LONA TEM METANOL
A TROPA NA PORTA
A SUA GILETE LIGA? USA.
MEUS PRÓPRIOS PALÍNDROMOS XII
(se vc não sabe o que são palíndromos, leia de trás p/ frente)
IRA? PÔ, EU QUE O PARI!
SÓ DAR A TARADOS
OI, NEGO GÊNIO!
O PADRE HERDA PÓ
O GOLO DO PODÓLOGO
O NENÊ VÊ VENENO
AMAR-TE É TRAMA
A CARTA MATA MATRACA
LONA TEM METANOL
A TROPA NA PORTA
A SUA GILETE LIGA? USA.
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